quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Espelho

Foi como se o eu do passado se olhasse n'um espelho e se visse dois anos adiante.
O que eu senti naquele momento foi tão inexplicável, tão paradoxal.. Impossível de se explicar.

Consegui ver todas as cenas se repetindo. Cada parte de mim sendo banhada por uma água tão gelada que chegava a cortar.
É como se eu estivesse despertando de um sonho longo e confortável.
Talvez fosse a vida cuspindo na minha cara e dizendo:

 "Já não estava na hora de parar de fingir?"




terça-feira, 2 de outubro de 2012

Quem sabe um dia..

Eu escrevo uma canção pra você.

Tenho tantos pensamentos em mente que fica difícil organizá-los.
Às vezes eles me deixam tão confusa e tão pra baixo que mal dá pra saber qual o real motivo da tristeza que me consome dia após dias, noite após noite.
É como se eu vomitasse todo o meu passado e tentasse reconstruir, tentando refazer cada passo meu.
Cada maldita pecinha do quebra-cabeça.
Mas como tudo que já foi digerido, nada está mais lá. Sobram apenas pedaços e fragmentos que me deixam cada vez mais confusa.

Acho que acabei parando no tempo e não sei como seguir em frente.
Minhas pernas estão pregadas ao chão e consigo ver, quase como um borrão, todos a minha frente... Caminhando, seguindo, respirando, vivendo.
Eu até tento seguir, eu até tento correr.. Com todas as forças que existem em mim.
Mas um hora eu canso. Desanimo. Desisto.
E a escuridão me engole. Os borrões desaparecem. As luzes se apagam. O choro sufoca.
E o grito ecoa e ecoa e ecoa. Mas quem irá escutá-los?

Me sinto como uma criança que acaba de se perder da mãe no meio da multidão.
Uma criança com medo do escuro na hora de dormir.

Mas no meu caso não existe criança. E nem multidão.
Existe o abismo que cresce infinitamente atrás de mim.
Cabe a mim a decisão de dar um passo à frente ou um à trás.

É como se a gravidade me prendesse ao solo com tamanha intensidade que, talvez, mover minhas pernas signifique uma dor muito maior.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Rascunho.

Quanta coisa nós vivemos por aqui, não?


Here today.

Às vezes me sinto como um peixe sozinho n'um aquário.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Adeus.


Eu tentei calar essa dor que gritava dentro de mim.
E no final, posso até tentar engolir a dor.. Mas as lágrimas sempre acabam caindo.
E o que sobrou pra mim?
Quando você foi embora levou tudo..
Cada pedacinho de mim.
E pra mim o que restou?
O nada.
Um gigantesco vazio.
Adeus, meu bem.
Adeus, meu amigo.
Adeus, meu amor.

domingo, 19 de agosto de 2012

Como uma árvore..

Assim como uma árvore finco raízes no chão. Raízes estas que - às vezes - de tão profundas mal permitem o movimento. O meu movimento. Então fico dias a fio parada no mesmo lugar, apenas com os raios do sol, o vento, às vezes a chuva, o sereno da madrugada e a luz do luar a sussurrar em minhas folhas.
Às vezes essas raízes me machucam. Eu me sinto presa. Como se eu nunca pudesse seguir em frente.
Então fico a observar aqueles belos pássaros que cruzam livremente o céu azul em busca de destinos que jamais conhecerei.
Algumas vezes o vento sopra tão forte que parece que me arrancará daquele solo, que apesar de belo pode ser miserável. Chego a achar que ele está dizendo para mim:
"Ande, saia daí! Já não cansou de estar parada no mesmo lugar?".
Penso que é apenas a vida me dando um caminho diferente daquele que trilhei.
Apesar de tudo, se eu conseguisse sair daquele lugar, para onde iria?
É extremamente difícil abandonar um lugar onde você tem raízes tão profundas.
É doloroso o processo de ser arrancado do seu lugar.
Às vezes é mais cômodo ficar sempre ali parada no mesmo lugar... Para sempre. Mas não necessariamente menos doloroso.
Ser arrancado dói e dói.. e dói... e dói.... Mas um dia tudo passa, e nos deparamos com uma vida nova, um lugar novo, pássaros novos, solo novo. Nos destruímos para nos reconstruir, ao invés de simplesmente ficar naquele mesmo lugar, sofrendo pelas mesmas coisas, sempre com os mesmos pássaros e com o mesmo solo que de tão gasto já não tem mais tantos nutrientes e sais minerais. A água parece amarga. Eu consumi aquele lugar assim como ele me consumiu.
A mudança pode parecer assustadora, mas é a melhor opção que eu, como uma árvore velha e cansada, tenho agora... Apenas mais um lugar para repousar e criar raízes.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Memórias.

Lembro de parte da infância. Os pés sempre descalços roçavam um chão duro e confortável. As brincadeiras de mão, jogar bola, pique-pega e passar horas a fio em cima das árvores, olhando um pôr do sol amarelo, alaranjado, avermelhado. Até que minha mãe gritasse do portão um "pra dentro". Recolhia-me sempre olhando aquele sol, que mesmo ao se pôr, queimava e queimava, esquentava e esquentava, brilhava, sempre lá, radiante... E mesmo em meio a tristeza de entrar em casa, eu sabia que amanhã eu teria mais dos pés descalços, dos cabelos ao vento, da bola de futebol e do sol. Ah! O sol.
Às vezes gostaria de voltar a ser criança só pra poder ficar horas a fio em cima daquela árvore, sem pensar em nada, apenas desfrutando da paisagem como um todo.
Pondo hoje em questão, existem mil preocupações. Só queria, ao menos, um pouquinho de tempo para ficar em cima da árvore sem pensar no trabalho, no dever, nos problemas. Assim, apenas ouvindo o vento passar  para lembrar que valeu a pena ter nascido.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

..Até a última gota.

Até a última gota do veneno, do ódio, do horrendo.
Até a última gota do amor, do sorriso, do abraço.
Até a última gota do tesão, da paixão, do momento.
Se pudesse descrever todas as últimas gotas escreveria um livro inteiro.


Até a última gota de você, de nós, de tudo.
E cada segundo,
Cada sorriso,
Cada olhar.
Ou qualquer besteira a ser falada naquele momento.
Ou naqueles momentos.
Até mesma aquele silêncio (constrangedor).
Cada gesto ou música a ser tocada.
E a intensidade.
Vivendo o hoje..
Sem olhar pro amanhã.

Mas mesmo assim...

Obrigada.

Com você eu aprendi a me desprender daquilo que tanto me fazia mal.
Você me mostrou que eu sou capaz de muitas coisas.
Ah... Tantas coisas que eu queria te dizer.
Mas no final de tudo eu queria agradecer, do fundo da minha alma.
Que cara incrível você é.
Eu nunca vou esquecer nossos momentos.


Open your eyes. 



terça-feira, 17 de julho de 2012

Escarro.

Eu não sei porque mas sempre escrevi com muitos pontos finais. E ponto final. Final.
Chega engraçado alguém que escreve assim não conseguir colocar um ponto final em sua própria vida.
Além disso me lembro de nunca ter colocado os pingos nos 'iis'.


Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
 O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
 A mão que afaga é a mesma que apedreja.



Augusto dos Anjos - Versos Íntimos


Tantos sorrisos falsos,
Beijos camuflados,
Alegrias que hoje são meras poesias.
Tantas promessas em vão,
E hoje busco seu sorriso no chão.
O chão onde você me pisoteia.
Sem pudor
Sem amor
Mas de que adianta amar tanto alguém
Que no final só te faz sentir como um zé ninguém?
Escarra!
Escarra nessa boca que te beija.
Cospe fora tudo aquilo que te faz sentir um nada.
Põe pra fora o choro, o gozo,
O desespero!
E pára!
Parem o mundo.
Não quero ser nada,
Não quero ser ninguém.
Não tenho que estar ali,
Parada,
Completamente estática,
Enquanto todos a minha volta
Me sorriem hipocritamente
Deliberadamente.
Escarra!
Chute o nada se for preciso.
Copo vazio,
Mente vazia,
Mundo vazio.
Escarra!
Escarra naqueles que te olham por cima.
Naqueles que pisam, destroem, humilham.
Naqueles que muitas vezes não se importam.
Vomita todas as palavras que não foram ditas.
Vomita todas as lembranças que não foram lembradas.
Destrói todos os castelos construídos,
As ilusões imaculadas.
Levanta!
Levanta porque na vida tudo é reconstrução.
Quem sabe um dia eu aprenda.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Quase sem querer.

Respirei fundo e pensei se valeria a pena mentir. Você me encarou com aqueles lindos e profundos olhos. Achei que fosse vomitar. A mesma sensação de quando nos conhecemos, aquelas velhas borboletas no estômago, as mãos geladas e suadas. K., eu não consegui. Eu juro que queria te contar. Mas quando você me fitou daquele jeito, naquela intensidade... Eu pude ver o medo em seus olhos. O medo que você teve ao achar que iria me perder. E simplesmente as palavras não saíram. Me desculpa. Por favor, me deixa entrar. Eu preciso de você neste momento. Tá tudo errado, eu sei. Me deixa explicar. K., por favor, abra a porta.



Acho que não importa o quanto eu tente fazer algo verdadeiramente certo. Eu sempre fodo com tudo. Mas de uma coisa eu sei, eu quero me tornar alguém que elas possam amar. Alguém de quem elas tenham orgulho.



Às vezes me pergunto até quando...


The End.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Rocket Man.

Eu me sinto um foguete decolando em direção ao infinito. Sem abrigo, sem um lugar para pousar. Começo então a passar por uma tempestade, a pressão aumenta. Turbulência. Alguém me ajude! Existem muitos meteoros no caminho... E se eu simplesmente não conseguir desviá-los? Eu olho para todos lá embaixo, enquanto continuo a subir desenfreadamente. Eu não queria estar aqui. De repente eu paro e fico apenas pairando. Olhando o nada e ao mesmo tempo o tudo. É como se todo o meu ar estivesse escapado dos meus pulmões. E de repente eu caio. A queda é rápido e a sensação é única. Fecho os olhos e já nem sinto a dor dos meus ferros, das minhas hélices, das minhas vértices se desintegrando... O atrito fazia parte de mim naquele momento. Até que, com uma última batida pulsante e um último sorriso... O impacto e a explosão me detonam.


Mia Culpa.
Me deixe olhar apenas mais uma vez para você. Eu sei que errei. Ok, talvez errar não seja a palavra certa. K., você sabe que sempre acabo fodendo com tudo. Mas eu quero tentar! Por favor, me deixe tentar! Você e a B. são tudo o que ainda tenho. Sem vocês, com certeza, irei me perder. K., não se vá. Não me deixe. Eu preciso de você. Eu nunca quis "foder com a gente". Me desculpe.



E por que eu sempre acabo aqui, no mesmo lugar? Cigarro queimando, uma garrafa de cerveja e uma máquina de escrever?



E no final é tudo sobre...


The End.




sábado, 19 de maio de 2012

Solidão.

N'um suspiro eu o encarei e respirei fundo "Adeus". Meu peito estava prestes a explodir mas eu continuei firme  "Eu te amo".

Por mim não sairia do lugar. Não sairia dali nunca. Por mim... Tantas coisas.

Alguém, por favor, abafe os gritos que ecoam dentro de mim. Alguém por favor segure minhas lágrimas!
Essa noite vai ser foda.

E agora? Que faço eu da vida sem você? Você não me ensinou a te esquecer. Você só me ensinou a te querer e te querendo eu vou tentando me encontrar. Vou lhe perdendo, buscando em outros braços seus abraços. Perdido no vazio de outros passos... Do abismo em que você se retirou e me atirou e me deixou aqui sozinha.

sábado, 5 de maio de 2012

10 coisas estúpidas que eu preciso lembrar de não fazer novamente.



Será que burrice tem cura?


1. Não persistir no mesmo erro.
2. Por favor, se ame (acima de tudo e todos).
3. Aprender as lições que a vida tá esfregando na minha fuça.
4. Nunca mais perder um show foda.
5. Nunca mais gastar dinheiro a toa (POR FAVOR, PARE DE GASTAR DINHEIRO A TOA).
6. Tem algumas coisas que simplesmente NÃO vão valer a pena (por mais que pareçam tentadoras na hora).
7. Não chorar pelo leite derramado (você cometeu o erro, agora ENGOLE o choro!).
8. Não deixar para estudar na véspera da prova (Principalmente pra Medieval I).
9. Não assumir 145893521546479714679³³³³³³ responsabilidades. Você não irá dar conta.
10. VIVA, CARALHO. Viva a SUA vida! Pare de viver em função dos outros.



Eu não quero te ver
Nem quero acreditar
Que vai ser diferente
Que tudo mudou... 

Você diz não saber
O que houve de errado
E o meu erro foi crer
Que estar ao seu lado
Bastaria!
Ah! Meu Deus!
Era tudo o que eu queria
Eu dizia o seu nome
Não me abandone... 



Mesmo querendo
Eu não vou me enganar
Eu conheço os seus passos
Eu vejo os seus erros
Não há nada de novo
Ainda somos iguais
Então não me chame
Não olhe prá trás... 

Não me abandone jamais...

(Paralamas do Sucesso - Meu Erro)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Smile like you mean it.

E depois de tanto tempo, é engraçado olhar para trás e lembrar de como as coisas foram boas.
Realmente boas.
É gostoso saber que o tempo cura as feridas.
Leva embora tudo aquilo que te fazia tão mal. 
E depois de um tempo, você consegue olhar para trás e sorrir. 
E você começa a prestar atenção no seu crescimento pessoal e no crescimento de todos a sua volta.
Você percebe que realmente vai crescendo.. Amadurecendo. Mudando. Mutando.

No final do dia, posso até ficar saudosa...
Mas eu olho pará trás e penso:
"Valeu a pena".

Cada segundo, cada gesto, cada palavra.

"Valeu a pena".


'Cause We are Mrs. Brightside.

domingo, 22 de janeiro de 2012

when you're gone




When you walk away I count the steps that you take
Do you see how much I need you right now?

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

fake plastic love.


Acho que não importa o quanto o tempo passe,
Algumas feridas nunca irão cicatrizar por completo.
Eu vejo o tempo passando a minha frente...
Todos fazendo planos, pensando no futuro.
Então me sento à frente da janela do décimo quinto andar
do apartamento da minha tia e reflito.
"Eu não pertenço aqui"
Tenho uma vontade imensa de fugir.
Mas fugir pra onde?
Será que eu me tornei aquela garota imóvel
No canto da sala?
O que será que está acontecendo comigo?
Tudo parece errado.
É como se eu não tivesse escolha,
Como se tudo estivesse predestinado.
Perdido.


If I could be who you wanted... All the time. 


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

just can't breathe,

so pick me.
choose me.
love me.


domingo, 1 de janeiro de 2012

time.

já estou acostumada a ouvir coisas como "você é foda, Tatiane".
Infelizmente as coisas não são contos de fadas e uma hora.. elas acabam.
Não tem mais ao que recorrer, não tem o que fazer.
Então abrace a tristeza e viva o máximo que você conseguir.
Tente buscar a felicidade em algum lugar.
Não se deixe abater. Levante sempre a cabeça e lute.
Isso não significa que não foi real. Que não existiu.
Um dia fomos nós, e hoje somos eles.


Ticking away the moments that make up a dull day
You fritter and waste the hours in an off hand way
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for someone or something to show you the way.
Eu sou errada.

Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain.
 
 
You are young and life is long and there is time to kill today
And then one day you find ten years have got behind you
No one told you when to run, you missed the starting gun
 
Às vezes acho que simplesmente não tenho conserto.

And you run and you run to catch up with the sun, but it's sinking
And racing around to come up behind you again
The sun is the same in a relative way, but you're older
Shorter of breath and one day closer to death.

Silêncio.

Every year is getting shorter, never seem to find the time
Plans that either come to naught or half a page of scribbled lines
Hanging on in quiet desperation is the English way
The time is gone the song is over, thought I'd something more to say.

...

Home, home again
I like to be here when I can
When I come home cold and tired
It's good to warm my bones beside the fire
Far away across the field
The tolling of the iron bell
Calls the faithful to their knees
To hear the softly spoken magic spells.
 
Acho que é o fim.