quarta-feira, 3 de abril de 2013

A garota da estação.

Ao longe vejo um trem partindo. Ele percorre milhas e milhas, sem parar, sem olhar para trás.
E nele o que se vai?

Ali no cantinho, segurando o choro vejo uma garota tristonha.
Parece que a saudade aperta.

Saudade, talvez, dos olhos ingênuos de alguém e de seu sorriso bobo.
Um entrelaçar de mãos sutil.

Nele se vai parte dela.
Aquilo que é, aquilo que foi.

Algumas pessoas tem o dom de entrar em nossas vidas e nos levar com elas.

Sob o céu de um dia tempestuoso ela se viu entre os caminhos.
Ela via o trem partir com lágrimas nos olhos.

Ela podia correr, ela podia gritar...

Nada mudaria o fato de que o trem já partira.
Não tem mais volta, não tem.

O que fazer a partir de agora?
Ela não sabe.

A saudade machuca,
E a esperança corrói.

Ela via o trem partir com lágrimas nos olhos...