quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Insustentável.

A situação está insustentável, mas eu não vejo nenhum de vocês tentando melhorá-la.
Na hora de explodir e jogar tudo na cara é instantâneo, parece que foi de todo ruim.
Nunca lembrando das coisas boas que passaram. Aliás, não lembro das vezes em que agradeceram por alguma coisa boa.
É um tal de egoísmo que eu nunca vi.
Gostam mesmo é de criticar, meter o bedelho quando a vida não lhes pertence e gritar com pessoas que nada tem a ver com a sua incapacidade emocional.
O segredo da felicidade está naquelas pequenas coisas, que vocês com certeza não conseguem lembrar. No sorriso, em um segurar de mãos, em uma conversa na sala enquanto fumávamos um cigarro ou em um dia de sábado a tarde quando almoçamos todos juntos.
É insustentável porque vocês assim o deixaram. Porque não tiveram a coragem de chegar e abrir o coração e conversar.
Eu lavo as mãos porque dei o melhor de mim. E Deus sabe quanto eu tentei deixar as coisas menos 'insustentáveis'. Mas chega uma hora que o problema não sou eu, e sim o outro lado, que nunca está disposto a tentar.

Que a terra lhes seja leve.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Caixa de Pandora.

Eu acredito que todo mundo tenha uma caixa de pandora dentro de si.
Uma lembrança que quando libertada te prende e te amarra no turbilhão insano que é a mente e o coração.
Dias assim me dão agonia.
Eu concordo que aprendemos com o passado, porém o maior obstáculo a ser enfrentado é o de tentar se perdoar, tentar deixar para trás.
Não é uma tarefa fácil olhar para trás e sorrir, mas eu tentei. Do fundo do meu pequeno ser. Com toda a força que tinha em mim. Mas machuca. O passado arde como gelo e queima como o fogo.
Eu realmente gostaria de ser como um rio corrente, subindo e descendo montanhas, bravamente, para no final desaguar em um grande oceano.
Sentir a calma e a serenidade. Simplesmente deixar a maré me levar.

Acho que estou mais para um lagoa parada, estática, remoendo feridas e mágoas. Essa angústia que queima em meu peito como uma flechada certeira em um alvo.

As lembranças vem como um álbum de fotografias, tanto as boas quanto as ruins. Pode ser comparado a uma pancada forte na boca do estômago, daquelas que fazem você regurgitar palavras sem sentido, suas pernas bambeiam e a dor te atinge como nunca.

E preso, ali dentro, um grito de socorro te inunda.

E nos caminhos e tropeços da vida, a caixa de pandora é aberta várias vezes.
E o que você vai fazer?

Eu continuo sempre em frente. A vida já me mostrou que em todos os caminhos o gelo arde e o fogo queima, que toda lembrança é em si um pouco dolorida e que a saudade pode ser cruel.
Um dia tudo isso passa. Nem que demorem meses, anos ou décadas.
A caixa de pandora um dia será enterrada em seus confins interiores e será esquecida, para nunca mais ser aberta.




sábado, 9 de novembro de 2013

Descontinuidade.

Relacionamentos são como tragos de um cigarro. Você inspira, puxando a fumaça para dentro, e logo depois expira, exalando a fumaça para fora. É uma sensação de calma, de "tudo está bem". Mas com o passar do tempo aquilo já não faz mais tão bem assim, e então, começa-se o processo conhecido como: desintoxicação. 
Meus relacionamentos podem todos ser comparados a um cigarro, vício que, até hoje, nunca larguei. 

Sempre fui banhada por uma descontinuidade, como se vivesse apegada ao passado, por motivos que desconheço, quem sabe por ter medo do incerto futuro e da insegurança.
Ah! Nunca fui de ter meus dois pés fincados no chão.

A desintoxicação é sempre a pior parte. É quando nos damos conta de que teremos que continuar sem uma parte nossa. 
Uma hora tudo acaba. Aquela coisa de "contos de fadas" é o que colocam na nossa cabeça para não deixarmos a esperança de lado. 
O grande ponto é que a esperança nos faz construir ilusões e nos apegar aquilo que um dia fomos, aquilo que um dia tivemos, uma descontinuidade total. No final, nós ainda torcemos para o "e viveram felizes para sempre".
Porém não somos ingênuos o suficiente para compreender que o "para sempre" é muito tempo e todos nós estamos fadados a um destino trágico: a morte.
A vida pode ser um verdadeiro drama, mas somos nós quem decidimos o final desse filme e os caminhos a se trilhar.
As perguntas presas no nosso íntimo, caem na calada da noite, silenciosas pelo travesseiro. A culpa nos sobrecarrega, sempre nos perguntando "onde eu errei?" ou "o que foi que eu fiz?". O sentimento de não ser o suficiente nos lava a alma de uma dor excruciante. 
E a vida segue, assim, no mais ou menos, no meia-boca... Até que um dia você conhece alguém. E se apaixona. E ama. E chora. E se machuca. E termina.

A vida é um inexplicável ciclo de idas e vindas.
Você pode até estar preso na descontinuidade, assim como eu, mas um dia aprende a caminhar com as próprias pernas, aprendendo com os erros do passado e convivendo com as boas memórias.
Um dia tudo fica pra trás, por mais improvável que isso pareça agora. Tudo passa. Tudo passará. Até mesmo as juras de amor eterno e a esperança. E de repente...  
Você tropeça em outra pessoa no caminho. 


Para Jade - com todo o meu amor e carinho.
Eu te amo.
Dexter.


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Full moon sways...

O copo está transbordando. De serenidade. De amor. De calor.

Esse sentimento de continuidade, de segurança, de calma que sempre esteve em mim.
Aquela voz dentro da minha cabeça que gritava:

 "LIFE GOES ON". 

Eu me descontrolei, confesso.
Eu tive medo, confesso.
E principalmente... Eu quis fugir com todas as minhas forças.
Me apegando ao passado para não pensar no futuro. 
É engraçado como o medo simplesmente nos cega.


A minha voz embargada pedia: 
"Não me deixe, não me troque... Eu te amo, por favor".
Às lágrimas escorriam e o medo em mim se tornara tão intenso que a dor parecia física.
Eu estava aterrorizada com a idéia de perdê-lo. 

"Shh, eu não vou fazer isso. Você é tudo o que eu quero, tudo o que eu preciso."

"Mas você vai achar alguém melhor, eu sei que vai".

"Eu NÃO vou achar alguém melhor. Eu quero você. VOCÊ! E ninguém mais! Eu te amo, linda. Muito. Muito".

E de repente um calor me inundou. 
Era como se o mundo tivesse parado.
Ele continuou ali, a me abraçar, enquanto me encarava profundamente com uma feição de dor. 

"Me dói te ver assim. Não chora, por favor. Eu te amo". 

Foi como se finalmente alguém me tirasse de um oceano de mágoas, tristezas e arrependimentos.
A cada dia que passa, tudo o que eu passei se torna irrelevante. 
É um dom absurdo que ele tem de curar as minhas feridas.

Foi como se minh'alma transbordasse de uma alegria, de uma paz e de um grande amor. 

E nos seus braços eu me sinto completa. 
Eu te amo.
Obrigada.


"Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas

Diz com que pernas eu devo seguir;

Se entornaste a nossa sorte pelo chão

Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu".  
Chico Buarque, Eu te amo.







quinta-feira, 4 de julho de 2013

Reciprocidade.

As palavras sempre engasgadas na garganta. Um grito sem sentido que ecoa de cada parte de mim.
Meu coração me trai, porém minha mente ainda tenta permanecer.
Perecendo na insanidade dentro de mim.
Um querer sem poder.
É como se tudo fosse engolido por uma obscura e profunda tristeza. Mas nada tem um sentido, nem mesmo ela, ele ou eu.
Incapacidade, impotência...
Inútil.

Está bem na minha frente, mas não posso alcançar.
A distância corre como rios descendo as montanhas.


Um dia conheci um cara com uma guitarra telecaster. Sabe, essa guitarra é a minha preferida, sempre tive um carinho especial por ela. Mas na cena eu não enxergava a guitarra, conseguia apenas ver um garoto perdido que tocava com a alma.
Aquela sensação eu não esqueço... E nem sei se um dia eu conseguiria.
Foi um momento que me marcou.

Momentos, é.
Eles vem, passam e deixam seus rastros dentro de cada um.
Minha vida é particularmente feita desses pequenos momentos, pequenos sorrisos, pequenos olhares.

E cá estou,
solitária,
cigarro queimando,
atordoada.

Agora já não sei pra onde ir,
ou pra onde voltar.

Um dia conheci um garoto com uma guitarra telecaster...
E a minha vontade era ter dito 'vamos fugir?' .

Breathe, breathe in the air.
Don't be afraid to care.
Leave but don't leave me.
Look around and choose your own ground.
(...)
Home, home again
I like to be here when I can.


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Dark Passenger.

Cinco horas e trinta e sete minutos, pós madrugada, o sol está quase surgindo.
E me pergunto o porquê dessa inquietação dentro do meu peito.
É um rebuliço quase insuportável de medos e inseguranças.
Isso me afeta mais do que gostaria.

O estresse do dia-a-dia, a ansiedade, as decepções...
Um cigarro após o outro,
Um gole do veneno.
Só mais um, eu prometo.
Não, por favor, só mais uma dose.

Me dê uma dose daquilo que eu preciso,
Só mais uma.
Um dia eu vou parar.
Ou não.

Só mais um copo de whisky.
Só mais um cigarro,
Só mais uma jogatina,
Só mais um amor.

Se eu pudesse contar quantas vezes falei isso...
É algo de que me envergonho.
"Só mais uma vez"
Ou não.

Não importa o quanto aquilo me faça mal,
Eu persisto.
Claro que não é novidade,
Eu não sou nenhum gênio em autoconhecimento.

E no meio de tamanha confusão
Existe um sentimento que queima:
O de continuidade.

Só mais um, mais dois, mais três.
Eu aguento.

Ou eu espero,
Do fundo da minha alma,
Que eu aguente.

Sempre fui profissional nesse negócio de
Autodestruição.

Um grito de socorro ecoa,
Apesar das tentativas frustradas de tentar calá-lo.

Alguém por favor,


Me devolva


Meu cigarro,


Meu whisky,


Minha jogatina,


Meu amor.





quarta-feira, 3 de abril de 2013

A garota da estação.

Ao longe vejo um trem partindo. Ele percorre milhas e milhas, sem parar, sem olhar para trás.
E nele o que se vai?

Ali no cantinho, segurando o choro vejo uma garota tristonha.
Parece que a saudade aperta.

Saudade, talvez, dos olhos ingênuos de alguém e de seu sorriso bobo.
Um entrelaçar de mãos sutil.

Nele se vai parte dela.
Aquilo que é, aquilo que foi.

Algumas pessoas tem o dom de entrar em nossas vidas e nos levar com elas.

Sob o céu de um dia tempestuoso ela se viu entre os caminhos.
Ela via o trem partir com lágrimas nos olhos.

Ela podia correr, ela podia gritar...

Nada mudaria o fato de que o trem já partira.
Não tem mais volta, não tem.

O que fazer a partir de agora?
Ela não sabe.

A saudade machuca,
E a esperança corrói.

Ela via o trem partir com lágrimas nos olhos...



sábado, 23 de março de 2013

Winter Sleep.

Hoje tudo parece cinza. 

É uma angústia que cala... Quase como um presságio.
É  uma força maior, como a gravidade, que parece não me deixar levantar essa manhã. 

As coisas andam rotineiras demais, mecânicas demais.
Como se tudo funcionasse da mesma forma, todos os dias.

Já dei minha cara a tapa muitas vezes e agora não vai ser diferente.
Mas...
Ah, sim... Sempre um mas.
Tudo o que eu tinha de bom parece que me tiraram.
E de mim o que sobrou?
Alguns fragmentos, alguns pedacinhos que eu tento, desesperadamente, em vão juntar.

Passo de relógio à uma bomba em instantes.
O que está acontecendo?

Estou perdendo o controle. 
Ei Major Tom, está me ouvindo?

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Cornerstone.

Por algum tempo me parecia que o relógio estava parado. Que o mundo parara de girar, simplesmente. E que o tempo já não queria avançar..
Fiquei estática olhando aqueles olhos semi-cerrados que me encaravam sonolentos. 

Um entrelaçar de pernas que se desenvolvia em um abraço. Minhas mãos passando gentilmente pelo seu corpo enquanto um meio sorriso ali brotava. 

Por um minuto meus olhos se encheram de lágrimas e eu me perguntei:
"Por onde você andou todo esse tempo?"


Fazia tempo que não me sentia tão bem.

E n'uma noite espetacular me sobraram memórias, sentimentos, risadas, beijos e carícias. 

Me sobrou também uma saudade de um momento que talvez não volte.



Tell me where's your hiding place
I'm worried that I'll forget your face
And I've asked everyone
I'm beginning to think I imagined you all along.


Mas mesmo assim..
Obrigada.

'Se não for hoje, um dia será. Algumas coisas, por mais impossíveis e malucas que pareçam, a gente sabe, bem no fundo, que foram feitas para um dia dar certo'. 



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O suficiente.

Às vezes eu chorava a noite porque simplesmente não me sentia o suficiente.

.. Tudo o que você dizia soava como se eu não fosse o suficiente. Bonita o suficiente. Inteligente o suficiente. Um ser humano suficiente.
Suas palavras hoje só servem pra cuspir no prato que comeu.

Às vezes acho que me dediquei demais a você e esqueci de mim. E fui esquecendo mais e mais e mais.
Me esqueci e só lembrei de você.
Uma oportunidade única pro seu ego'ismo; Tirando vantagem daquilo que me confundia, você não pensou duas vezes em me usar.
Era como um brinquedo na mão de uma criança.
Você brincava e depois me jogava de lado.


Hoje sinto como se não tivesse um chão firme; Como se não tivesse ar o suficiente.
Hoje nada é o suficiente pra mim.
Me tornei dura, áspera e calejada.

Hoje, meus amigos já não parecem tão amigáveis assim.
Minha faculdade já não parece tão interessante assim.

Pra mim.. O nada.
Você tirou de mim tudo o que costumava ser suficiente sem me dar respostas pras minhas insignificantes perguntas (sem resposta).

Porém sei que parte da culpa é minha. Me culpo por ter acreditado, por ter me entregado tão fácil..
Após tudo a minha confiança em você ainda era muito grande.

Hoje eu me pergunto:
Quem pode ser tão cruel a ponto de usar um ser humano cujo único erro foi amar?

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Sentimental.


"Eu só aceito a condição de ter você só pra mim.
Eu sei, não é assim, mas deixa..
Eu só aceito a condição de ter você só pra mim.
Eu sei, não é assim.. mas deixa eu fingir e rir."


Alguma coisa no seu cheiro amadeirado de café que me embriaga. Algo no jeito que você passa as mãos sobre os cabelos quando a algo a te incomodar ou quando simplesmente está nervoso. As vezes que você olha profundamente pra mim, como se me analisasse. Seus olhos castanhos que dizem mais do que mil palavras.
Alguma coisa no calor do seu corpo que me enlouquece, me toma de mim, me inebria. Ou um simples passar de dedos sobre o meu corpo nu. A sua boca se encosta na minha sempre a pedir mais. Beijo que ferve, queima e atordoa. Um encaixe, às vezes, perfeito. 

Alguma coisa no seu jeito bobo que desatina a me fazer rir. Algo em uma simples brincadeira. Ou n'um abraço carinhoso.
Algo nas pequenas coisas. Mas, nossas pequenas coisas.
Algo no fato de você sempre estourar com coisas pequenas e conversas sem fundamento. Ou simplesmente não conversar. Sobre nada. Sobre ninguém.
Alguma coisa no estranho modo como você esconde a sua dor. Ou culpa. Ou ódio. Ou arrependimento. Ou amor.
Alguma coisa no seu jeito de sempre sorrir quando seus olhos dizem o contrário.  Ou simplesmente o modo como você se fecha e não deixa ninguém se aproximar. 


Alguma coisa... Algo... De algum modo.. Ou jeito, parecem sempre tão convidativos.
É um convite seu ao meu lado mais insano, corajoso e aventureiro. Às vezes egoísta e sufocante. 

Você é mesmo uma pessoa incrivelmente intrigante, sabia? 
 

sábado, 26 de janeiro de 2013

Nublado.

"O que é toda essa neblina a minha frente?
Ai! acho que bati em alguma coisa.
O que será que tem a minha frente?
Estou com medo de seguir..
Melhor ficar parada, acho que vem tempestade por aí."


Desde criança tenho sonhado em ser livre. Independente. Seguir com os meus pés pelos caminhos mais espinhosos e duros. Sem parar.
Acho engraçado olhar para trás e ver todos os meus sonhos jogados ao chão como meras utopias.
Hoje só o que consigo ver é um grande nevoeiro a minha frente..
O caminho é cruel demais para um ser instável como eu.


Sempre pensei que conseguiria, que seria forte o bastante... Mas..

(I have become comfortably numb)

É como se todos os dias fossem nublados. O sol já não raia, já não brilha e não aquece.
Chega a ser insuportável.
A Aurora se foi e com ela todos os meus queridos sonhos.

Tempo.
Tempo que passa anormalmente rápido enquanto continuo parada a olhar o nevoeiro a minha volta.

(Waiting for someone or something to show you the way)

Já não sei quem sou ou o que quero ser.
Meus pés já estão muito machucados dos tropeções que dei no caminho.
Estou cansada.

(I'm just a brick in the wall)


Estou sozinha.
Melhor voltar..

(Home, home again)