Eu me sinto um foguete decolando em direção ao infinito. Sem abrigo, sem um lugar para pousar. Começo então a passar por uma tempestade, a pressão aumenta. Turbulência. Alguém me ajude! Existem muitos meteoros no caminho... E se eu simplesmente não conseguir desviá-los? Eu olho para todos lá embaixo, enquanto continuo a subir desenfreadamente. Eu não queria estar aqui. De repente eu paro e fico apenas pairando. Olhando o nada e ao mesmo tempo o tudo. É como se todo o meu ar estivesse escapado dos meus pulmões. E de repente eu caio. A queda é rápido e a sensação é única. Fecho os olhos e já nem sinto a dor dos meus ferros, das minhas hélices, das minhas vértices se desintegrando... O atrito fazia parte de mim naquele momento. Até que, com uma última batida pulsante e um último sorriso... O impacto e a explosão me detonam.
Mia Culpa.
Me deixe olhar apenas mais uma vez para você. Eu sei que errei. Ok, talvez errar não seja a palavra certa. K., você sabe que sempre acabo fodendo com tudo. Mas eu quero tentar! Por favor, me deixe tentar! Você e a B. são tudo o que ainda tenho. Sem vocês, com certeza, irei me perder. K., não se vá. Não me deixe. Eu preciso de você. Eu nunca quis "foder com a gente". Me desculpe.
E por que eu sempre acabo aqui, no mesmo lugar? Cigarro queimando, uma garrafa de cerveja e uma máquina de escrever?
E no final é tudo sobre...
The End.
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