Lembro de parte da infância. Os pés sempre descalços roçavam um chão duro e confortável. As brincadeiras de mão, jogar bola, pique-pega e passar horas a fio em cima das árvores, olhando um pôr do sol amarelo, alaranjado, avermelhado. Até que minha mãe gritasse do portão um "pra dentro". Recolhia-me sempre olhando aquele sol, que mesmo ao se pôr, queimava e queimava, esquentava e esquentava, brilhava, sempre lá, radiante... E mesmo em meio a tristeza de entrar em casa, eu sabia que amanhã eu teria mais dos pés descalços, dos cabelos ao vento, da bola de futebol e do sol. Ah! O sol.
Às vezes gostaria de voltar a ser criança só pra poder ficar horas a fio em cima daquela árvore, sem pensar em nada, apenas desfrutando da paisagem como um todo.
Pondo hoje em questão, existem mil preocupações. Só queria, ao menos, um pouquinho de tempo para ficar em cima da árvore sem pensar no trabalho, no dever, nos problemas. Assim, apenas ouvindo o vento passar para lembrar que valeu a pena ter nascido.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
segunda-feira, 23 de julho de 2012
..Até a última gota.
Até a última gota do veneno, do ódio, do horrendo.
Até a última gota do amor, do sorriso, do abraço.
Até a última gota do tesão, da paixão, do momento.
Se pudesse descrever todas as últimas gotas escreveria um livro inteiro.
Até a última gota de você, de nós, de tudo.
E cada segundo,
Cada sorriso,
Cada olhar.
Ou qualquer besteira a ser falada naquele momento.
Ou naqueles momentos.
Até mesma aquele silêncio (constrangedor).
Cada gesto ou música a ser tocada.
E a intensidade.
Vivendo o hoje..
Sem olhar pro amanhã.
Mas mesmo assim...
Obrigada.
Com você eu aprendi a me desprender daquilo que tanto me fazia mal.
Você me mostrou que eu sou capaz de muitas coisas.
Ah... Tantas coisas que eu queria te dizer.
Mas no final de tudo eu queria agradecer, do fundo da minha alma.
Que cara incrível você é.
Eu nunca vou esquecer nossos momentos.
Até a última gota do amor, do sorriso, do abraço.
Até a última gota do tesão, da paixão, do momento.
Se pudesse descrever todas as últimas gotas escreveria um livro inteiro.
Até a última gota de você, de nós, de tudo.
E cada segundo,
Cada sorriso,
Cada olhar.
Ou qualquer besteira a ser falada naquele momento.
Ou naqueles momentos.
Até mesma aquele silêncio (constrangedor).
Cada gesto ou música a ser tocada.
E a intensidade.
Vivendo o hoje..
Sem olhar pro amanhã.
Mas mesmo assim...
Obrigada.
Com você eu aprendi a me desprender daquilo que tanto me fazia mal.
Você me mostrou que eu sou capaz de muitas coisas.
Ah... Tantas coisas que eu queria te dizer.
Mas no final de tudo eu queria agradecer, do fundo da minha alma.
Que cara incrível você é.
Eu nunca vou esquecer nossos momentos.
Open your eyes.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Escarro.
Eu não sei porque mas sempre escrevi com muitos pontos finais. E ponto final. Final.
Chega engraçado alguém que escreve assim não conseguir colocar um ponto final em sua própria vida.
Além disso me lembro de nunca ter colocado os pingos nos 'iis'.
Chega engraçado alguém que escreve assim não conseguir colocar um ponto final em sua própria vida.
Além disso me lembro de nunca ter colocado os pingos nos 'iis'.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!O beijo, amigo, é a véspera do escarro,A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Augusto dos Anjos - Versos Íntimos
Tantos sorrisos falsos,
Beijos camuflados,
Alegrias que hoje são meras poesias.
Tantas promessas em vão,
E hoje busco seu sorriso no chão.
O chão onde você me pisoteia.
Sem pudor
Sem amor
Mas de que adianta amar tanto alguém
Que no final só te faz sentir como um zé ninguém?
Escarra!
Escarra nessa boca que te beija.
Cospe fora tudo aquilo que te faz sentir um nada.
Beijos camuflados,
Alegrias que hoje são meras poesias.
Tantas promessas em vão,
E hoje busco seu sorriso no chão.
O chão onde você me pisoteia.
Sem pudor
Sem amor
Mas de que adianta amar tanto alguém
Que no final só te faz sentir como um zé ninguém?
Escarra!
Escarra nessa boca que te beija.
Cospe fora tudo aquilo que te faz sentir um nada.
Põe pra fora o choro, o gozo,
O desespero!
O desespero!
E pára!
Parem o mundo.
Não quero ser nada,
Não quero ser ninguém.
Não tenho que estar ali,
Parada,
Completamente estática,
Enquanto todos a minha volta
Me sorriem hipocritamente
Deliberadamente.
Escarra!
Chute o nada se for preciso.
Copo vazio,
Mente vazia,
Mundo vazio.
Escarra!
Escarra naqueles que te olham por cima.
Naqueles que pisam, destroem, humilham.
Naqueles que muitas vezes não se importam.
Vomita todas as palavras que não foram ditas.
Vomita todas as lembranças que não foram lembradas.
Destrói todos os castelos construídos,
As ilusões imaculadas.
Levanta!
Levanta porque na vida tudo é reconstrução.
Quem sabe um dia eu aprenda.
Não quero ser nada,
Não quero ser ninguém.
Não tenho que estar ali,
Parada,
Completamente estática,
Enquanto todos a minha volta
Me sorriem hipocritamente
Deliberadamente.
Escarra!
Chute o nada se for preciso.
Copo vazio,
Mente vazia,
Mundo vazio.
Escarra!
Escarra naqueles que te olham por cima.
Naqueles que pisam, destroem, humilham.
Naqueles que muitas vezes não se importam.
Vomita todas as palavras que não foram ditas.
Vomita todas as lembranças que não foram lembradas.
Destrói todos os castelos construídos,
As ilusões imaculadas.
Levanta!
Levanta porque na vida tudo é reconstrução.
Quem sabe um dia eu aprenda.
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