quinta-feira, 26 de julho de 2012

Memórias.

Lembro de parte da infância. Os pés sempre descalços roçavam um chão duro e confortável. As brincadeiras de mão, jogar bola, pique-pega e passar horas a fio em cima das árvores, olhando um pôr do sol amarelo, alaranjado, avermelhado. Até que minha mãe gritasse do portão um "pra dentro". Recolhia-me sempre olhando aquele sol, que mesmo ao se pôr, queimava e queimava, esquentava e esquentava, brilhava, sempre lá, radiante... E mesmo em meio a tristeza de entrar em casa, eu sabia que amanhã eu teria mais dos pés descalços, dos cabelos ao vento, da bola de futebol e do sol. Ah! O sol.
Às vezes gostaria de voltar a ser criança só pra poder ficar horas a fio em cima daquela árvore, sem pensar em nada, apenas desfrutando da paisagem como um todo.
Pondo hoje em questão, existem mil preocupações. Só queria, ao menos, um pouquinho de tempo para ficar em cima da árvore sem pensar no trabalho, no dever, nos problemas. Assim, apenas ouvindo o vento passar  para lembrar que valeu a pena ter nascido.

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