Eu acredito que todo mundo tenha uma caixa de pandora dentro de si.
Uma lembrança que quando libertada te prende e te amarra no turbilhão insano que é a mente e o coração.
Dias assim me dão agonia.
Eu concordo que aprendemos com o passado, porém o maior obstáculo a ser enfrentado é o de tentar se perdoar, tentar deixar para trás.
Não é uma tarefa fácil olhar para trás e sorrir, mas eu tentei. Do fundo do meu pequeno ser. Com toda a força que tinha em mim. Mas machuca. O passado arde como gelo e queima como o fogo.
Eu realmente gostaria de ser como um rio corrente, subindo e descendo montanhas, bravamente, para no final desaguar em um grande oceano.
Sentir a calma e a serenidade. Simplesmente deixar a maré me levar.
Acho que estou mais para um lagoa parada, estática, remoendo feridas e mágoas. Essa angústia que queima em meu peito como uma flechada certeira em um alvo.
As lembranças vem como um álbum de fotografias, tanto as boas quanto as ruins. Pode ser comparado a uma pancada forte na boca do estômago, daquelas que fazem você regurgitar palavras sem sentido, suas pernas bambeiam e a dor te atinge como nunca.
E preso, ali dentro, um grito de socorro te inunda.
E nos caminhos e tropeços da vida, a caixa de pandora é aberta várias vezes.
E o que você vai fazer?
Eu continuo sempre em frente. A vida já me mostrou que em todos os caminhos o gelo arde e o fogo queima, que toda lembrança é em si um pouco dolorida e que a saudade pode ser cruel.
Um dia tudo isso passa. Nem que demorem meses, anos ou décadas.
A caixa de pandora um dia será enterrada em seus confins interiores e será esquecida, para nunca mais ser aberta.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
sábado, 9 de novembro de 2013
Descontinuidade.
Relacionamentos são como tragos de um cigarro. Você inspira, puxando a fumaça para dentro, e logo depois expira, exalando a fumaça para fora. É uma sensação de calma, de "tudo está bem". Mas com o passar do tempo aquilo já não faz mais tão bem assim, e então, começa-se o processo conhecido como: desintoxicação.
A vida é um inexplicável ciclo de idas e vindas.
Você pode até estar preso na descontinuidade, assim como eu, mas um dia aprende a caminhar com as próprias pernas, aprendendo com os erros do passado e convivendo com as boas memórias.
Um dia tudo fica pra trás, por mais improvável que isso pareça agora. Tudo passa. Tudo passará. Até mesmo as juras de amor eterno e a esperança. E de repente...
Meus relacionamentos podem todos ser comparados a um cigarro, vício que, até hoje, nunca larguei.
Sempre fui banhada por uma descontinuidade, como se vivesse apegada ao passado, por motivos que desconheço, quem sabe por ter medo do incerto futuro e da insegurança.
Ah! Nunca fui de ter meus dois pés fincados no chão.
A desintoxicação é sempre a pior parte. É quando nos damos conta de que teremos que continuar sem uma parte nossa.
Uma hora tudo acaba. Aquela coisa de "contos de fadas" é o que colocam na nossa cabeça para não deixarmos a esperança de lado.
O grande ponto é que a esperança nos faz construir ilusões e nos apegar aquilo que um dia fomos, aquilo que um dia tivemos, uma descontinuidade total. No final, nós ainda torcemos para o "e viveram felizes para sempre".
Porém não somos ingênuos o suficiente para compreender que o "para sempre" é muito tempo e todos nós estamos fadados a um destino trágico: a morte.
A vida pode ser um verdadeiro drama, mas somos nós quem decidimos o final desse filme e os caminhos a se trilhar.
As perguntas presas no nosso íntimo, caem na calada da noite, silenciosas pelo travesseiro. A culpa nos sobrecarrega, sempre nos perguntando "onde eu errei?" ou "o que foi que eu fiz?". O sentimento de não ser o suficiente nos lava a alma de uma dor excruciante.
A vida pode ser um verdadeiro drama, mas somos nós quem decidimos o final desse filme e os caminhos a se trilhar.
As perguntas presas no nosso íntimo, caem na calada da noite, silenciosas pelo travesseiro. A culpa nos sobrecarrega, sempre nos perguntando "onde eu errei?" ou "o que foi que eu fiz?". O sentimento de não ser o suficiente nos lava a alma de uma dor excruciante.
E a vida segue, assim, no mais ou menos, no meia-boca... Até que um dia você conhece alguém. E se apaixona. E ama. E chora. E se machuca. E termina.
A vida é um inexplicável ciclo de idas e vindas.
Você pode até estar preso na descontinuidade, assim como eu, mas um dia aprende a caminhar com as próprias pernas, aprendendo com os erros do passado e convivendo com as boas memórias.
Um dia tudo fica pra trás, por mais improvável que isso pareça agora. Tudo passa. Tudo passará. Até mesmo as juras de amor eterno e a esperança. E de repente...
Você tropeça em outra pessoa no caminho.
Para Jade - com todo o meu amor e carinho.
Eu te amo.
Dexter.
Eu te amo.
Dexter.
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