Cinco horas e trinta e sete minutos, pós madrugada, o sol está quase surgindo.
E me pergunto o porquê dessa inquietação dentro do meu peito.
É um rebuliço quase insuportável de medos e inseguranças.
Isso me afeta mais do que gostaria.
O estresse do dia-a-dia, a ansiedade, as decepções...
Um cigarro após o outro,
Um gole do veneno.
Só mais um, eu prometo.
Não, por favor, só mais uma dose.
Me dê uma dose daquilo que eu preciso,
Só mais uma.
Um dia eu vou parar.
Ou não.
Só mais um copo de whisky.
Só mais um cigarro,
Só mais uma jogatina,
Só mais um amor.
Se eu pudesse contar quantas vezes falei isso...
É algo de que me envergonho.
"Só mais uma vez"
Ou não.
Não importa o quanto aquilo me faça mal,
Eu persisto.
Claro que não é novidade,
Eu não sou nenhum gênio em autoconhecimento.
E no meio de tamanha confusão
Existe um sentimento que queima:
O de continuidade.
Só mais um, mais dois, mais três.
Eu aguento.
Ou eu espero,
Do fundo da minha alma,
Que eu aguente.
Sempre fui profissional nesse negócio de
Autodestruição.
Um grito de socorro ecoa,
Apesar das tentativas frustradas de tentar calá-lo.
Alguém por favor,
Me devolva
Meu cigarro,
Meu whisky,
Minha jogatina,
Meu amor.
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