Ao longe vejo um trem partindo. Ele percorre milhas e milhas, sem parar, sem olhar para trás.
E nele o que se vai?
Ali no cantinho, segurando o choro vejo uma garota tristonha.
Parece que a saudade aperta.
Saudade, talvez, dos olhos ingênuos de alguém e de seu sorriso bobo.
Um entrelaçar de mãos sutil.
Nele se vai parte dela.
Aquilo que é, aquilo que foi.
Algumas pessoas tem o dom de entrar em nossas vidas e nos levar com elas.
Sob o céu de um dia tempestuoso ela se viu entre os caminhos.
Ela via o trem partir com lágrimas nos olhos.
Ela podia correr, ela podia gritar...
Nada mudaria o fato de que o trem já partira.
Não tem mais volta, não tem.
O que fazer a partir de agora?
Ela não sabe.
A saudade machuca,
E a esperança corrói.
Ela via o trem partir com lágrimas nos olhos...

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